sábado, 31 de janeiro de 2015

Como ser amor,Senhor?

Como ser meu Senhor?
Se no averno por ser triste sina eu não quero a mim e que ninguém nele esteja.
Como ser a luz de ti por mim em  verso e tornar visível o céu que traga?
Por vossa força aqui me encontro vivo e conto sonho e faço
Por verso a vida que levo é certo com tantos que são errantes
Como ser meu senhor o vosso amor a tanta procura?
Em mim, fora, nas ruas, nas luas, das terras mais distantes?
Escrevo cartas, prozas, e gravo do que me deste para que não só eu veja.
Não só eu sinta meu Senhor, como ser o vosso amor.
Por certo que nada tenho nem o corpo que me abriga, pois vou deixa-lo é certo
É tua lei que de amor ressurge a cada vida que me permites estar.
Nem a terra como morada definitiva posto que  nos disseste ir preparar outra
Mas não será esse corpo que me veste já que novas faculdades tenho?
Não será esse tempo o prometido pelo espirito de verdade que me guia ate os mínimos pensamentos?  Pois vejo desde o espaço toda terra povoada.
As luzes noturnas das cidades, das estradas, dos guetos.
Como ser meu Senhor vosso amor que ensina amar o próprio amor?
Não querer mais que apenas ser esse amor multiplicado a partir do que me deste
A vida como campo de trabalho, mesmo que me pareça agreste.
O sonho de sonhar com o amor mais puro que do céu me desce pois todo ele so tu tens!
Dando a mim pobre pecador e mortal meu senhor a vista celeste, que me mostra Tu és filho meu amado porque eu assim quis, aqui e agora!
Vossos anjos se movimentando nos céus subindo e descendo trazendo por certo amor do seu amor que é imenso.
E quando penso eu sou aqui, me vejo a querer sentir os efeitos de amar, como um dia sonhei num verso da minha alma para outra alma.
Serão efeitos de amar os que sinto agora?
Ver a floração da primavera com alegria, o fruto adocicado que alimenta  e alegra quando a fome cessa.
O pão da vida que desceu do céu , o Cristo, que abriu a porta para que também eu pudesse ir ao manancial  e por  ir por sua verdade me liberta.
Eis-me aqui senhor, que queres que eu sonhe? Que queres que eu sinta? Que queres que aconteça que assim seja.
Porque a minha vontade termina onde a tua já existia antes da minha.
E sei que ate essa prece em prosa que vos elevo, desde o céu de minha alma, é teu momento, porque já não sou eu quem vive, é o vosso Cristo que vive em mim.
Então por meu desejo de encontrar como ser meu Senhor.
Tu das em mim mesmo sempre a resposta mais precisa.
Abrir a porta que bati por uma vida para descobrir a vida além da vida!E tantos amigos que consolam pela pena e me sinto eles e eles me dizem somos um só.
Resposta que existira sempre em ti, em mim por tua vontade, em morada de trabalho feliz ou árduo.
De mentes que me aceitem ou ao chicote do ódio me condenem
Mas és tu Senhor meu guia, minha fortaleza, minha esperança do verbo esperançar, agir por amar, apenas por amar. Sem exigir da pena a cor serena porque a cor do teu amor tem todas as cores!
Quem que seja que esteja lendo se ninguém te amou como foi desejo do vosso pensamento, saiba que este que amor que tenho é teu também.
Porque quando me deu o Senhor de toda vida com ele disse, vá e entregue de mim a quem queira, precise, peça, bata e encontre e aos céus eleve o pensamento em um nome, o meu nome, Eu sou aquele que  sou.
E engrandeça a sua própria alma na descoberta de que o amor que sou esta em cada ser para ser descoberto. Dou de graça me diz o espirito de verdade, para que também de graça distribuas.


Antulio.

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Antonio Carlos Tardivelli