sexta-feira, 29 de outubro de 2010

vida alem da vida?


É interessante:
Contava os dias quando criança para fazer dezoito anos
Em meio a informações desencontradas de céu e inferno
Com base no que os adultos diziam, que todos tínhamos pecado original.
Como se me punia por algo que não tinha feito para o inferno não queria ir e para o céu não tinha qualificação moral, que inferno!
Puta merda, pecado original? E me punia muito.
Afinal queria chegar ao céu seja lá onde fosse isso
Porque diziam que seria um lugar paradisíaco com anjos e serafins e de adoração eterna.
Os anos foram contados todos e afinal o paraíso nunca esteve distante Nem Deus
Claro que não o deus do paraíso de facilidades, ou outros tantos deuses que A humana idade cria para si.
Por isso na minha infância não tive as informações mais verdadeiras sobre a vida alem da vida.
E passavam um monte de bobagens para a criança física que eu era, (espiritual ainda sou )
Interessante, pois dos momentos da vida as reflexões são inevitáveis de todos os anos e acontecimentos passados guardo a melhor parte, ou seja, todas as lembranças, as boas e as nao tao boas.
Hoje descobri que tenho vários problemas físicos e que eles aparentemente por enquanto me levarão de volta
Eu já trazia a passagem de volta, só desconhecia o som do apito do trem
Avisando que esta próximo o momento de retornar.
Mas e ai? Pensei. Qual vai ser sua ultima contribuição para a humana idade?
Bem, para muitos que já leram o que já escrevi, não vou mudar muito a minha fala.
Afinal o paraíso continua no lugar que deve estar, sempre esteve e que muitas vezes
Precisamos da brevidade de uma vida para entender isso ou partimos dela sem saber onde esse paraíso se encontra.
Levo na bagagem o que estou, e isso não quer dizer que vá amanha, mas que já nasci pronto ah isso sim, só não tinha atingido o nível de compreensão necessário para esse fato.
E nem tenho pressa de ir, mas o trem já ta tocando o apito de chamada.
Levo desta viagem com certeza todos os momentos de luta que travei
Comigo mesmo, com minhas imperfeições, e nem sempre Ganhei as batalhas
Nunca desisti é fato, e foram movimentos do meu espírito interessantes.
Afinal viver é interessante, Existir é um prazer que o Creador me deu, dentro de um intenso ambiente de batalha interior, e em sua generosidade me permitiu compreender o que é viver e o que é existir e sobre isso ainda terei muito a escrever.
Afinal a vida continua alem da vida. E não é questão de crença, mas sim de conclusão tirada desta brevidade, em diversas ocasiões onde com clareza percebi o outro lado de existir.
Para aqueles que ficarem após minha passagem, a terra continuara girando em seu eixo apesar das previsões pessimistas, as pessoas continuarão renascendo enquanto Deus queira, e a humana idade atingirá sua maioridade sim, é seu destino!
E eu guiçá estarei por aqui ainda vendo tudo de um plano vibracional diferente RS.
RS de riso
Afinal existir é intenso e lindo e todos os nossos momentos dever receber o valor Maximo!
Sejam eles de dores ou de alegrias!
Aos amigos que bom! Continuarão a ser amigos, aos inimigos, se cuidem seus sentimentos são seus e não tem nada a ver comigo.
Afinal todos nós levamos o céu ou o inferno do lado de dentro.
Compreendam isso e deixarão de ser meus inimigos e finalmente seremos também um só.
Como eu e meu Pai somos um.

Assim é...
Antonio Carlos Tardivelli

domingo, 24 de outubro de 2010

Por verdade minha.



Que não tenha vitoria o medo e que minha escrita não vacile
Mesmo que sinta o tremular na tempestade, e por ela seja atingido
E se for por ventura que eu sinta mais que veja diante do futuro incerto
Cada rosto que amei num único quadro. Porque nos tornamos um quando amamos
E cada um tenha um sorriso carregado de alegria. E de todos também será a minha
Sentindo melancolia...
Que eu possa no abraço das lembranças
Daqueles que sempre me serão caros
Ter a força necessária para continuar no exercício de amar.
Na declaração do meu verso de tudo quanto sinta
Se por amor em versos a musa que me anime que possam eles retratar meu lado humano
E meu verso retendo minha alma possa conter minha lagrima e minha alegria ao mesmo tempo.
Por efeito, que eu possa ser arauto do amor como meu soberano amigo
Sendo meu espírito movimentado em suas forças mais sublimes
Vindo daquele que sempre me anima a lida. O Cristo.
Ao buscar o manso ritmo do verbo que possa .No seu fluir espontâneo lavar minhas mágoas todas
Pela simples compreensão que o verbo é puro e a sua pureza então me misturo
O verso minha jornada; o efeito, toque em outras almas.
Enquanto a minha exposta por ser livre, como se cantasse, dobrada ora
E se puder pintar um quadro que seja o mais belo
Mesmo que a vista se ligue a um casebre bem humilde.
Porque o palácio da felicidade pode estar na forma mais agreste.
No sorriso tímido provocado pela esperança que possa transmitir o verso.
Olhando os campos da vida, que nada me detenha na tristeza ou no vazio
Porque são vistas da alma que se auto agride
Que eu possa não ser triste nem vazio, para que amar esteja sempre ativo.
E crer que o paraíso é possível dentro de mim
E pode ser dividido como um sonho possível de ser alcançado
E logre ver no rosto amado um sorriso de compreensiva espera
Porque na vida de aprendizado e lutas nem sempre acerto
Mas ele, meu amado, me espera.
Como um vaso aguarda as flores perfumadas que florecem na dura prova
Tendo saciado minha sede para que eu nunca mais a tenha
Tenho visto e aprendido das razões e das loucuras
Visto a vida e a morte em toda minha trajetória
Mas enquanto eu respiro louvo a sorte de ter um pai amado que me fez forte.
E desta força que vem Dele tiro a compreensão precisa.
Então coloco em versos.
SE teu olhar se debruça na mesma direção da minha alma
Então compreendes minha fala, se não, aguarde enquanto caminha
E quando fizer uso como eu farei da passagem de volta
Que possamos nos reencontrar no conforto de um abraço.
Afinal, sendo amar eterna ventura
Que meu apreço possa ser caricia a alma tua
Por agora para sempre
Já que somos todos um...

Antonio Carlos Tardivelli

sábado, 23 de outubro de 2010

Criança espiritual que ainda sou...


O caminho do aprendizado.
Nas horas onde o amor teve sua linguagem aplicada
Nos encontros festivos e fraternais, meu espírito aplicou seu melhor.
Por fraterno aconchego, tendo recebido de volta o carinho oferecido
Tanto daqueles que se encontram entre os mortos, quanto entre os chamados vivos
Entanto nem tudo é flores neste caminhar.
Vezes necessitamos exercitar o perdão, sem impor condições ao outro
Os acontecimentos que realmente importam são aqueles que conservamos.
No campo intimo dos nossos sentimentos e pensamentos.
As realizações que realmente importam são aquelas onde conseguimos transmitir
Uma mensagem fraternal a outros corações e encontramos receptividade
Nem sempre o melhor exercício deste perdão é o silencio, pois silencio todo tempo
Pode significar omissão e covardia.
Por vezes mesmo em situações complicadas necessitamos escolher nos posicionar
Mesmo que surjam situações de conflitos.
Escolher amar não é necessariamente receber os acoites da incompreensão em silencio.
Por vezes sinto, que necessitamos nos insurgir contra situações que nos ferem a intimidade.
Não é por amar que devemos nos omitir, ate porque o bom combate se pode traduzir
- Em lutas contra nosso ego e posturas ou escolhas a favor de outros egos que não necessariamente dividem conosco o mesmo nível de compreensão.
Mesmo gerando conflitos, desde que não sejamos mestres do escândalo.
No caminho do aprendizado, sempre encontraremos lobos em peles de cordeiro
Assim como também descobrimos lobos internos desconhecidos de nós mesmos
Necessitando assim de correções, ponderações e mudança diretiva a nosso favor.
Por minha sorte, um dia num contato direto com a fonte, eu soube
Quem eu sou e porque estou aqui. E nada deste caminho de aprendizado
Pode retirar isso de meu intimo.
No caminho podemos ficar abalados pelos acontecimentos que nos magoem.
Entanto, sem nos demorarmos na magoa, como bem foi colocado por um espírito ilustre.
“Algumas vezes não podemos mudar o final de uma historia, mas nada nos impede de construir um novo final.” (Chico Xavier)
Gostaria de agradecer aos que se colocaram na postura de adversários no caminho
Pois me permitiram ver melhor a mim mesmo e também ter parâmetros para identificar melhor minhas afinidades.
Como no caminho do aprendizado sobre mim mesmo sou o maior interessado no sucesso.
Claro que vou perseverar aprendendo, reconhecendo minhas limitações e aceitando respeitosamente a liberdade de escolha dos meus semelhantes assim como tenho o direito adquirido as minhas próprias.
SE bem que ainda no futuro, travarei novos embates com as discordâncias entanto hoje estou mais bem preparado para exercitar a compreensão e a tolerância, que não são sinônimos de omissão silenciosa!
Salvaram vidas, um espírito amigo confidenciou atraves de um intemediario.
Como sempre em síntese silenciosa, reconhecimento do esforço de aprendizado e da sua aplicaçao na pratica da outra esfera da vida
Recordando a jornada, entre os elogios exagerados e a sinceridade espontânea, entendi
Que de minha parte o melhor foi feito.
Resta agora continuar e continuar
Como se o aprendizado em mesma diretiva, necessitasse de novas situações para que meu espírito eterno continue em seu caminho contributivo.
Aos que foram objeto de descobertas intimas importantes minha gratidão eterna, que não se demorem no sentimento de serem meus adversários nunca o fui a eles nunca o serao para mim e um dia descobrirão com clareza isso.
Aos amigos sinceros cujos olhos muitas vezes olhando nos meus demonstraram silenciosamente apreço, que se lhe retorne é meu desejo, e saibam são motivação a continuar causa silenciosa do esforço a continuar para tarefa a que renasci.
As oportunidades de ser útil, sempre recebidas do doador eterno, continuarão a surgir por desejo dele, onde possa esse aprendiz aplicar o que foi recebido do mesmo doador .
Aqueles outros que não consegui ainda perdoar, me aguardem, estou no caminho do aprendizado, e vou conseguir perdoar incondicionalmente, afinal, do mesmo perdão tenho intima necessidade.
Em especial fica minha gratidão a uma escola iniciatica.
Escola de Aprendizes do Evangelho. Que me permitiu ir mais profundamente ao que sou, descobrir o que estou e definir como quero agir, sentir, ser conscientemente.
Sou Eu, filho de Eu sou. E se meu mestre foi crucificado pela incompreensão.
Eu como o menor dos seus discípulos, não ousaria pensar em facilidades neste caminho.
Mas sim, eu o sei, Ele esta comigo ate o final dos tempos.

Me sinto, nos braços do meu Mestre...

Antonio Carlos Tardivelli

sábado, 16 de outubro de 2010

A origem do amor




Por certo os amantes dirão: à primeira vista
Entanto em qual tempo se deu a primeira vista
Foi na vida presente em momento mágico e transcendente
Numa outra do passado mais recente?
La nas cavernas meio a grunhidos de prazer?
Não seria de um ponto mais distante? Porque tão próximo?
Se o dizemos eterno...
Eterno é o amor na sua nuance manifestativa
Ora é o peso do carinho de um abraço
Noutra do importar-se de fato
Ainda existe aquele momento mágico, de olhares furtivos cobiçosos.
Onde exista amor ele se manifesta com sua face presente
Ora é aquele que diz sim noutra diz não.
Paternal por vezes noutras educa o que seja amar verdadeiramente
Ilustra renascendo noutras revivendo uma lembrança
Inda há o momento mágico que o amor ensina sussurrante
Diz em um instante, assista a miséria doutro
e enquanto o amor fala se faz presente por aquele que o manifesta.
sou filho e da origem do amor mais puro
Que pensou toda minha trajetória, meus enganos, minhas vitorias
E por amor me deixou livre para acertar e me enganar.
Retomar o caminho tantas vezes quantos sejam meus enganos
Ter o céu dentro para oferecer e o averno para medir o certo e o engodo
Uma vez que o amor por minha voz te conta
Que o encontre como eu o sinto
E se por ventura como a mim o amor falar a ti saiba
A voz do amor é lúcida e calma, bela e transcende ao principio de tudo.
Ouvindo-a abre-se o universo diante do espírito errante
E a prova parece ter a leveza da pena, e lagrima lava a alma
Nunca mais se tem sede, nunca mais se teme a morte
E a vida recomeça no seu sentido verdadeiro
Enquanto o amor prossegue educando no tempo...
Ora é toque da alvorada noutro a voz sussurrante
como se vivesse dentro E sendo amor existe onde esteja o filho
E sendo tu filho/a do amor
Já sabes onde vive teu redentor?
Ele te ensinou o caminho...
olha pra dentro!

Antonio Carlos Tardivelli

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Retorno a origem.


Por vida, que seja breve
Por canto que tanto encante
No ponto onde se define
Chegada, partida.

Não há medo do retorno
Pois de um momento a vida é feita
Vez nela tem o laço do carinho
Noutra da distancia.

Quando a pagina branca enfim não mais receber minha alma
Meu pensamento ira prosseguir no seu intento
Posto que meu espírito anseia vida para alem do firmamento
Onde a verdade repousa no seu silencio.

Por certo que breve, entanto intensa
Foi minha passagem
Assim como viverei onde quer esteja
No silencio da pagina da minha alma que conta.

Aqueles momentos onde não tive sorrisos fartos
Noutros onde a solidão foi à única companheira
Entanto a voz de dentro no silencio não ficou calada
Aberta a porta ao entendimento, descobri ser voz doutra alma.

A pagina prestes a virar minha alma conta
Dos sonhos quais tive e reais não se fizeram
Talvez quimeras da inconstância ou insegurança
Talvez faltasse ação na direção do sonho.

Nas linhas da existência que continua após essa passagem
Minha alma retomará a lida do verbo em algum lugar
Onde seja preciso a forma de ver o paraíso que importa
Onde a verdade por ser porta liberta.

E o que foi quimera , ilusão, mesmo assim não se perdeu no tempo
Porque existe alem do firmamento um mundo antigo
Donde vim por certo. Pra onde em breve retorno
Depois que por fim terminar meu verso...

E já que verso é feito vida para mim
Cantará minha alma nos momentos mais marcantes
Quando nasci Quando morri
E agora quando penso em viver eu sinto
Que não vou parar por aqui...
Estarei vivendo em cada alma que visitou meu verso
mesmo nao permanecendo aqui.

Antonio Carlos Tardivelli

sábado, 25 de setembro de 2010

Manual da esperança:




Nos momentos mais difíceis da vida
Encontrar a saída não é a parte mais importante
Estar neles com serena aceitação
E objetiva ação no interesse do bem
Leva para alem de si o que se busca.

Nos movimentos da vida, muito dela se espera
Conquanto seja oportunidade única de aprendizado
Aguardamos que ela nos responda aos desejos
Se nos responde mal de acordo com as nossas aspirações
Dizemos ser injustiçados embora ela apenas nos responda a posturas intimas.

No campo da relação com os semelhantes
Muitas vezes esperamos que nos satisfaçam as expectativas
De certo que em grande monta a parte que nos cabe negamos
Ser esperança é algo que não cogitamos ser
Entanto na lógica dos fatos, ser é ter.

O subjetivo colocado a vista de todo ser
Nem sempre é compreendido pelas mentes ocupadas
Ocupadas em manter status social, em amealhar ganhos
Reunindo vastos valores monetários e pobreza de compreensão mais justa
A vida entanto coloca cada individuo diante daquilo que necessita, queira ou não.


Para algumas almas esperança é viver de novo e de novo eternamente
Outros anseiam por paraíso vivendo em função deste objetivo
No paraíso de ser a vida eterna pode ter longo período de aprendizado na dor
Ou movimentos do amor quando enquanto semente, cresceu e germinou dando frutos.

Para o entendimento mais justo no tocante a esperança
Do ponto de vista que me acho agora e me rebusco
É estar buscando sempre e sempre como quem a deseja muito
Mas não para ter, sim para ser semelhante a uma semente
Encontrando porta aberta e terra fecunda ai se planta e surgem frutos.

No paraíso de ser não se encontra adjetivos
As palavras são pontos minúsculos de um estado intimo e pobres para descrever.
a alegria pela jornada vai tomando forma definida a cada passo
Pode-se estar no paraíso em qualquer ponto do universo
Não é o lugar é o estar nele, não é ter esperança é sê-la...

Antonio Carlos Tardivelli

domingo, 12 de setembro de 2010

A fala do amor.



Para falar de amor.
Visitei demoradamente os anos passados
E com vistas a entendimento dedico esta fala...
A todo amor que foi anseio, as despedidas, os acenos
E de toda vista que o poema torne claro.
Amar é mais que dizer é sentir no próprio ser
Aquela saudade arredia que não se distancia
A lembrança que retorna no presente como fosse algo do agora
Se bem que amar é para sempre. Então todas as lembranças ficam assim reservadas
Para que retornem com igual intensidade e sejam revividas.
Ser amado é outra historia.
Porque amar se identifica com presença e ausência
E com histórico de carinho e recordações festivas
Por outro lado existe um tipo de amor que transcende a vida
Onde não há predominância do ego mas sim do nós
Onde existe dois em um como uma única alma a entreterem-se
Com afagos de ternura, olhares furtivos, palavras doces
A fala do amor é algo que foge a razão porque é fala do sentimento
E o que sentimos com maior intensidade passa a formar quadros festivos.
Um simples aceno toma forma de arrebatador sentimento de alegria ou dor
De saudade antes mesmo que a distancia exista, e quando ela chega
O marco do amor que se sinta é ela que dita a fala do coração. Que ela volte!
E não define por ausência a saudade, mas sim por constante presença na lembrança
Por outro lado quando a distancia inexiste e o amor toma forma
Um abraço desperta um mundo que se renova e assim se expressa:
Eu te amo.
E o amor passa a ter manifesto definido pelo verbo
E que nem poeta seja declara-o com um som único, despertando sorriso,
No aceno já presente os efeitos da saudade.
E de todas as partidas destes anos quais me lembro
Foi assim o que abaixo descrevo. Cheio de dor e alegria.

La tu estavas musa de todo meu tempo
Acalento dos sonhos mais belos, anjo de ternura
E nos instantes derradeiros quando a partida fora inevitável
Permaneces viva em todas as lembranças
Então sem medo de perjúrio juro-te
Meu eterno amor. E trato como conto antigo, algo que sempre exisitiu
E nesta vida esperava ansioso que despertasse de novo!
Amar então por estar dentro trago no que sinto agora
E que se lhe acrescente o passar dos milênios
Para que num outro verso te relembre, te reviva
E assim quem sinta amar, possa saber que é eterno...




Antonio Carlos Tardivelli.

sábado, 11 de setembro de 2010

conto de ser


No conto de minha vida um momento inesquecido.
Se contar não encontro credito
Então ocultando no verso já não falo do que creio
Mas do que sei que existe, não mais como alguém que espera.
O verbo que era antes que está desde o principio
No leme de tantas vidas silenciosas
Porque quem o tem não faz guerra. Traz sim, paz a terra.
As vezes por escolha se apresenta e o que pede? Nada.
Diz apenas Eu sou.
E nesta fala do Verbo, quem tem olhos de ver que veja.
O ser encontra sua origem e seu futuro
Não existem mais medos que barram
Nem inimigos que não possam ser amados
Afinal, nossos inimigos são irmãos do nosso passado
Quando o verbo assim escolhe, não há desvios da sorte
Encontra-se um caminho um norte.
E a vida que antes apenas passava agora faz sentido
Se bem que o sentido para a vida é o passar do tempo
Onde a semente encontrando-se com a terra produz seu fruto
Não há desvios da sorte, de ter como norte o Verbo
De olhar o mundo sob esse paradigma. De vida eterna.
Então a gente se vê diante de um só grande questionamento.
O que eu quero estar amanha? O que estou hoje?
O que estou hoje?
Se posso ser a alegria e a estar oferecendo
Porque não estar debaixo do firmamento dizendo.
Eu amo porque sei e quero
Que minha eternidade seja de luz e um com este Ser.
E se por ventura sua voz dita, vá eu já estarei La.
No silencio do verso, na calma das manhas no ruído de todas as mentes
Que buscam silenciosas seu próprio ser.
Ele o Verbo espera.
No ruído de todas as mentes que pedem, auxiliam, amparam
Emprestam abraço a toda alma inquieta, que saem de si para ser ao outro
Tudo o que querem pra si...

Antonio Carlos Tardivelli

domingo, 5 de setembro de 2010

Luminária celeste.



Por abrigo, da prece Um corpo maltrapilho ajoelhado pedinte
Erguia suas mãos para os céus E do seu coração fluía...
Pai de amor e bondade Que nos deste o orvalho nas manhas
O calor do sol quando está frio O abrigo quando chove
Vela por nossa sorte Pois eu que mendigo vejo.
Os negrumes da devassidão Os cantos escuros da ingratidão
O mar furioso do ódio impensado A guerra que leva pai, mãe, filho
Que não podem mais povoar sua terra.
Doutro lado abastado com ricas vestes e jóias.
Coração endurecido, ria da boa sorte nem via o brilho d orvalho.
Nem o verde, nem o sol que o horizonte doura
Olhava para outro douro, reluzente em seu peito
De sorte que um dia os dois se encontram no caminho...
Pois havia do céu um chamado aos dois no mesmo momento
Por ventura o maltrapilho em roupa de luz revestido
E por desventura o bem rico digno de piedade aos céus suplicava
Por tempo que tive na vida, de luzes e alvoradas
Perdido me encontrava e cego pela estrada da vida passava.
Piedade me manda um amigo, que a minha desventura assista
Por força de prece sempre respondida
Vê o mendigo de vestes luminosas o ser suplicante
toma semelhante veste humilde da qual já se já se desfizera
E ao suplicante oferece o socorro pedido.
Vem meu amigo renasçamos juntos.
E lá se vai o ser de luz que por força de prece sentida
Em se compadecendo da dor
Tomou a si o fardo do outro
Dividindo amor...
Ah quem responde pelo pai, senão o filho?
Quem pode ser um com ele senão o filho?
Quem pode atender a uma prece sentida senão o filho?
Quem pode dividir amor senão o filho.
Já que sou um dos filhos Pai que povoam a terra
Gosto de pensar que quando aprender a mais amar
Melhor vou poder servir...
Hoje e para alem desta vida...

Antonio Carlos Tardivelli

sábado, 4 de setembro de 2010

Mediunidade



Dizem os primeiros que ouviram algo novo
Que alguém lhe inspirara, como que lhe falasse
Sobre isto ditam uns, coisa do demo, doutros por fascinação
Não discernem sobre a fala
Pode ser que eleve, pode ser que não.
Na duvida entre o certo e o engano melhor ouvir a razão
Afinal quem quer ciência do que existe alem da vida
Melhor saber que do lado lá tem como cá
Gente vivendo em harmonia com as leis do Creador
Outros num gemer de tanta dor
Inda há os que vacilam os que enganam trapaceiam
Mas também existem os anjos de bondade e ternura
Que as regiões sombrias do ego, visitam com sua luz.
E ficam a toda hora repetindo as falas do cordeiro
Mas ouvido bom de prosa ouve tudo e entende
Que a verdade que liberta vive bem dentro da gente
Somos filhos da bondade, da suprema inteligência
E se lhe apraz tudo oferece como lição.
E se pode o ser canta na hora da sua fala mansa
Une-se com tantos seres que transmitam pela musica. O céu que esta dentro.
Por certo a razão responde- É médium do mais alto
No mesmo compasso doutra forma quando por inspiro desvairado
A fascinação e o engano se impõe a razão ainda responde
São irmãos em vale escuro sem ciência do amor.
É médium daquele que ainda não se elevou.
Ah então mediunidade como porta do alem
Ditam La do outro lado:
Vem vigia e ora, noutra dita não precisa sou espírito elevado.
Mas para bom entendedor, já que meia palavra bastaria.
Traço por força do verbo que médiuns são todos
Bons médiuns são poucos
Assim como: espíritos são tanto os vivos como também os chamados mortos.
Bons e maus, lúcidos e confusos, sábios e ignorantes,...
Nada pode ser mais verdadeiro que poder encarar a verdade face a face.

Médium = é todo aquele que em algum grau tem contato com a espiritualidade.

Antonio Carlos Tardivelli

sábado, 28 de agosto de 2010

Vida, vida...


Se por ventura trato a vida
Ela me responde ao bom trato com paz e harmonia
Recolhendo as partes do meu espírito vacilante
Diante dela, por indesviável caminho embora lento
O progresso existe e é real.
Quando nasci para ela na reação intima ao que me oferecia
Tratava com carinho as oportunidades mesmo as mais difíceis
Por aventura, curioso, meus olhares divisaram em todas as crenças
Um caminho único.
Na essência todos somos um embora tomemos rumos diferentes
O convite da vida em nos encaminhando ao tumulo
Traça-nos uma trajetória intrasferivel, de dedicada ternura ou egoísmo
E nos revela que ao termino da estrada
Encontramos-nos com tudo aquilo que fizemos de nós mesmos.
Por força de sentimentos, uma vez que estes nos diferenciam
Realizamos , idealizamos projetos num tempo passageiro com vista ao futuro
Ou então ficamos estacionados na mesmice e ela nos impõe mudanças drásticas pela dor.
Assim se por ventura te trato vida, e dedico ao tempo oferecido ao meu espírito
Para entender e amar o momento qual me sinto, aqui e agora
Por certo tu oh vida me retornas, com renovadas oportunidades
Já que vivo logo deixarei o abrigo do templo qual recolho os efeitos dos meus feitos.
Retratando-me, burilando-me, modificando partes necessárias
Servirão a tempo justo, como chave para abrir as portas do alem vida.
Onde me rebuscarei como no tempo em que eram provadas minhas disposições internas
Ah mas minha vista, em sua abrangência, dirá na divina presença
Obrigado Pai, provedor da vida pelos amigos que ofereceram amizade
Pelos inimigos que me testaram os propósitos e os ideais maiores
E aqui, no silencio da pagina, onde tua alma Le a minha
Minha voz se calará para seguir como aprendiz em novas paragens.
Porque O Pai ama seus filhos e a eles ( logo eu que sou um)Oferece vida.
Por isso existo hoje e serei amanha a falar ou escrever
Do Pai do filho (logo eu que sou um)
Abro um sorriso silencioso pressentindo a vida que virá após a vida.

Antonio Carlos Tardivelli

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Em meus sonhos.




De encontrar o que seja amar
Demorei-me entre as sombras da incompreensão
Não que os sonhos não fossem grandiosos
Enormes eram as ilusões.

Em devaneios poetizados acertei e cometi meus enganos
Hora tinha os pés no chão demais, Noutra sonhos eram quimeras.
Entretanto jamais fui desistente de me auto conhecer.

Quem sonha jamais desiste
Vive se reencontrando no caminho da auto educação
Passa a ser discípulo de um mestre interno rigoroso
Que cobra paradas repentinas, inércia, ócio
Pouco se perdoa por isso sofre.

Enquanto jornada, entanto, tudo absorvo
E separo o joio e aquilo que alimenta o espírito
Não tendo apegos, se não ao sonho
Que trato por grandeza de minha alma
Enquanto me sinta por demais pequeno

Por hora o que sinto, é que sou
O verso que reúne meus conflitos e minha paz
Onde conto dos meus anseios de perder-me
Só para encontrar-me e aprender a mais me sentir tal qual estou.

Estando aqui a pena, dita como meu sonho
Onde o coração se posta venerando a vida
Que me tem como prisioneiro enquanto em espírito, liberto
Por ser assim, ao contar o que sinto e creio o faço do meu jeito.

Por voz entanto vacilante às vezes, não ouso,
E quando o faço como de anjo raro é ser compreendido.
A não ser por aquelas almas que viajam comigo.
NO mesmo sonho qual me apego por ser vivo

Encontrar enfim no amar donde existo
e espírito se abrigue e jamais sinta-se só
Meus medos se calam sem que deixem de existir
Sinto que sou Luz
nao que te norteia alma que a minha lê agora
mas que seja norte para mim mesmo.
enquanto divida o que sinta, ja que sonho.

que sou anjo


Antonio Carlos Tardivelli

sábado, 21 de agosto de 2010

Vértice de ternura.




La estava o homem, parecia aguardar algo
Seus cabelos longos, ondulados, sua barba espessa.
Nos seus olhos uma ternura nunca vista
Quem olhou para seus olhos, foi tocado no mais fundo d´alma.

Hoje em dia, contratamos destratamos, somos rudes
Fazemos escolhas infelizes e reclamamos da providencia divina.
Ou tentamos nosso melhor sem conseguir grandes realizações
Entretanto nosso coração assim disposto diz que fez seu melhor
Ainda assim, ficamos insatisfeitos com os resultados.

Traçamos um rumo determinado para nossa existência
Desde antes de renascermos acreditem se quiserem
E durante a jornada, com base nestes valores em nós
Rumamos para o aparente desconhecido, vivendo um dia de cada vez.
No porto dos sonhos grandiosos colocamos aspirações futuras
Entanto, estacionários no bem, mal caminhamos muitas vezes .

Revendo essas forças interiores constamos a necessidade de ajuste diretivo
E nos dedicamos sem aguardar mágicas soluções
Encontrando meios subjetivos, objetivos, para superação de limitações presentes
A resultante de trabalho e dedicação aumenta a proporção da nossa compreensão
E por fim entendemos que somos os artífices da nossa historia pessoal
Enquanto vivemos tratamos de crescer e evoluir concencialmente..


Olhamos para os lados durante a jornada da vida
E temos atitudes e comportamentos diversos
Ora podemos nos ver estendendo nossas mãos oferecendo amizade e carinho
Noutra recuamos temerosos julgando-nos muitas vezes incapazes de realizações maiores.
Entretanto, após vista de nossa vida, em companhia prazerosa do homem que aguarda
Começamos a perceber a graça da existência e os rumos eternos para nossas almas.

Dos rudimentos primitivos de épocas remotas
Trazemos para nossa realidade pessoal aquisições diversas
E na companhia deste homem aprendemos a compartilhar nossos progressos
Visitamos sim com o coração aberto outros corações em semelhante jornada
E a nossa tem conotação de consolação para aqueles que se encontrem aflitos
Afinal, somos e muito, semelhantes em tantas coisas.

Debruçado hoje, na confecção do presente a ser ofertado ao vosso discernimento
Sentindo a vida como uma estrada percorrida em muitas lutas rudes
Não posso deixar de recordar deste homem, humano e divino
Que por puro amor entendeu que o exemplo poderia transportar a outros corações
Sua infinita ternura, seu amor mais puro, algo divino que todos temos em semelhança a Ele.

La estava o homem, parecia aguardar algo
Seus cabelos longos, ondulados, sua barba espessa.
Nos seus olhos uma ternura nunca vista
Quem olhou para seus olhos, foi tocado no mais fundo d alma.
E chorou com o coração cheio de gratidão e amor por ele.
Obrigado Jesus...por sua companhia todo tempo.
Antonio Carlos Tardivelli

sábado, 14 de agosto de 2010

Olhos de ver, ouvidos de ouvir.




Já que vejo, que sinto
No universo qual viajante.
Logo sou o que sinto. E existo...
Por questão de ordem, visito meus subterrâneos
Neles encontro meus medos mais antigos.
E combato meus demônios pessoais, cabe a mim esta batalha única.
Me trato por amor dedicado constante porque se não me amar primeiro
Tudo o que vou ver e sentir em mim é sombra
O que sinto entanto dela se distancia.
Na ordem das coisas intimas, o amor é norte.
É finalidade, é chegada ao destino, é sorriso
E se me quero feliz, na ordem natural do meu espírito
O grande objetivo da existência é multiplicar amor...
Nesta diretiva o questionamento é constante:
Que será amar, será ser, sentir, viver
Ou terá a dimensão de estar, feliz, generoso, atencioso.
Por questão de ordem, pode-se ser o que se está ou viver pelo que se sente ,
Mais amar significa por ordem natural, disposição intima de conquistar
valores que retirem dos subterrâneos do inconsciente toda sombra, todo ódio, todo egoísmo.
Quando mais amamos, lembro-me. Do inimigo que se tornou amigo dentro de mim
Da lagrima que secou com um gesto de amizade e carinho
Do verbo, que parece vir de mim, mas que jorra de fonte única.
Entretanto, se da fonte de todo amor jorra por mim eu e a fonte somos um só.
Então por questão de ordem. Eu também sou um só com meu Pai.
Como Cristo é, logo também sou um só com Cristo.
E quando falo, é ele quem fala porque a minha existência nele se aconchega
E quando sinto nele meu sentimento encontra porto seguro
Com sou o que sinto, logo o céu de mim não esta distante
Esta dentro... e divido compartilho
Para que meu sim seja sim e meu não seja não...
Para quem neste tempo de transição, tenha olhos de ver...



Antonio Carlos Tardivelli

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Eu pedi a Deus.




Quando criança, não sabia pedir
Então pedia tudo
Ate ouvir Deus pra saber se ele existia.
A gente cresce, aprende sobre a natureza, sobre a nossa natureza
E conclui Deus... Sem ouvir como ouço o ruidoso barulho dos pássaros nas manhãs.
E impossível, não crer em ti, não te encontrar plagiando uma musica
E eu ainda peço tudo. E sei que é impossível a creatura não reencontrar seu Creador.
Peço o fim das guerras, que a paz se instale nos corações
Que entendendo a passagem breve na terra, mais nos apliquemos no que temos de eterno em nós.
Entendamos esta passagem como um ano letivo onde se aprende a viver melhor
Onde se tenta aprender a pedir, enquanto se pede tudo.Porque dizem, que errar é humano, compreender é divino, então a quem peço, sei que entende toda limitação que tenho.
E guerra não leva a nada, a não ser aquela que travamos com nossa ignorância.
E se vacilamos podemos ser derrotados pelas trevas interiores, que nos fazem demorar mais para chegar no nosso destino
Eu pedi para ser sábio como Salomão, dizem que foi o espírito mais sábio que viveu na terra, embora eu discorde em parte,
Porque reconheço no Cristo encarnado, o mais próximo de Deus que ouso portanto o sábio dentre os sábios a ele se curva reverente.
Apesar das minhas tantas limitações, apegos, peditórios imponderados
Credito que Deus me ouve, e às vezes ate fala por minhas mãos, me responde através de mim mesmo para que eu seja o primeiro a ouvi-lo.
Ate porque, a parte que me toca que consigo entender dele
É o que sou espírito viajante, com um corpo transitório
E não sei de onde vim nem para onde vou. Ah mas eu vou, isso é certo
sigo pedindo tudo o que posso, tudo o que convém e o que não convém
Por certo não sou atendido no que não convém, mas da maneira que preciso.
E já ouvi ate que não é preciso pedir, já que Ele sabe tudo.
Entanto, por ciência Dele em mim, Ele pode querer que eu o ouça
A partir do som da minha própria voz. Então não me nego a confessá-lo
Diante dos homens, porque sou eu o primeiro a ouvir falar dele quando uso o verbo.
Dizem-no distante, entanto não creio que assim seja, posso ouvi-lo dentro de mim.
Confinam-no por crença meritória em parte, a um livro
E nos esquecemos de tentar desvendar sua linguagem
De sabedoria infinita.
Creditam que só se manifeste em lugar sagrado Em parte concordo
Desde que se considere que todo lugar é sagrado.
No deserto, ou nas aglomerações
Ele se manifesta
Só é preciso aprender a ouvir sua voz...
Já que sou filho do Pai, eu sei...

Antonio Carlos Tardivelli

domingo, 8 de agosto de 2010

MINHA CASA!


Por vezes meu canto emudece
Minha alma experimenta um vazio que cresce
Como se ninguém ouvisse sua voz
Quando se conta em meus versos.
Pouco importa diz o espírito que me anima
Basta o fruto não que o vejas ou sintas
Já que a alma possui a oportunidade
De ser ela mesma em seu sentimento de amor.
Por vezes sinto que meu canto é ouvido
Ai percebo que ela se alegra
Porque tudo o que sinto torno prece
Como se pedisse por quem Le a minha alma no verso.
Nele faço festa, das minhas lutas mais intimas
Das pequenas vitorias, das quedas
E enquanto o faço declino meu amor a vida
A vida que tenho a vida que sinto
Por ser vida assim divido
Com a minha pena que canta e conta seus medos
Por vezes meu canto emudece
E por ser poeta minha voz não cala
Fala sempre minha alma de si, de outras
Na semelhança de anseios, de sonhos, de canto, de vida.
Só por isso o ato da escrita não é tão solitário
Vejo quadros doutras almas, do tanto que sentem e vibram
Umas que estão vivas outras que a meu ouvido sussurram suas falas.
Então não me sinto mais só quando escrevo o que sinto, tem eco bem perto de mim
Porque mesclado ao que sinto, outras almas participam do verso
Agora a tua... Não existe segredo.
Que não seja revelado em sua hora certa para o espírito atento
Quem tem olhos de ver que veja...

Antonio Carlos Tardivelli

sábado, 7 de agosto de 2010

Veja bem:



Você se reconhece pela longa estrada já trilhada
Entanto se a juventude lhe oferece energias próprias
Donde retira as qualidades da alma.Que te fazem sábio e prudente?
Na questão de crença, dirias que vives estado de graça
Que teu inspiro vem de um espírito santo.
Sem considerar entanto, que mais que uma jornada
em semelhança ao banco escolar, é necessária para aquisições eternas.
Por outro lado, depois de tanto caminhar e aprender
Alguém a quem dedicas sentimento de profundo carinho parte primeiro
Então te perguntas cheia de angustias e não aceitação muitas vezes.Porque ele e não eu?
Já que sinto que tudo o que minha alma já guarda de aprendizado
capacita-me diante das leis eternas a terminar meu trabalho intimo aqui.
Entanto o provedor de tudo resolve que aprendas ainda nesta época A renuncia
E na melhor parte, aparentemente, dos amigos a quem devotas teu sentimento de amor
A favor deles, e em teu benéfico esta partida aparentemente prematura. Embora possas não percebê-lo de pronto.
Ah por outro lado, ainda com muita estrada pela frente
Não percebemos os benefícios que nos trazem algumas situações.
Aquele que parte cedo aparentemente, encerra seu ciclo vitorioso e normalmente
Após momentos de adaptação o fazem sorrindo!
Retirando-se em silencio, embora a sua chegada tenhamos ouvido um choro estridente.
Cabe ao nosso amor, dentro da primeira lei, aceitar a vida como ela se nos apresenta.
Afinal na questão de fé que raciocina, não podemos contar os valores da sabedoria
Com apenas uma jornada de aprendizado. Então quem parte primeiro está na verdade
no ciclo apropriado para seu aprendizado e elevação enquanto que nós estamos naquele que nos é necessário
Enquanto a aceitação nos oferece oportunidade de antever a felicidade de quem parte
Por ter terminado seu ciclo junto a humanidade em uma roupagem física.
Para nosso bem, a razão do nosso afeto, embora como nós possa ainda se sentir no por quê?
respostas se apresentam ao espírito atento, dentro da sua eterna busca e aprendizado.
Quando partimos num movimento natural da lei
Encontramos amigos devotados a nossa espera, aqueles mesmos que estavam torcendo por pela nossa vitoria.
Somos recebidos como o fomos ao descer ao ponto vibratório para ter um corpo físico
segundo o nosso merecimento. Então porque não nos alegrarmos ao invés de entristecermos diante dos ditames da lei eterna? Uma vez que só existe vida, em qualquer dimensão de exisitir para o espirito.
Aqueles que amamos, Por mérito próprio de nós receberam este aconchego
Pela lei de sintonia. E tendo se qualificado diante da experiência vivida por certo pela mesma lei estão recebendo o amor e a atenção necessária.
Assim estão todos aqueles que amamos: nos braços de um Pai /mãe que nos amou primeiro,
Continuemos a amá-los como parte deste Pai/mãe que levamos em nós,
Mesmo diante da distancia que nos incomode tanto
Mas certos, pela divina lei de amor, que para o amor nao existe distancia.
Que ao equilibrar seus sentimentos diante da própria partida, como nós também que ainda ficamos estarão sorrindo com nossos sorrisos e nós com os deles porque nós que amamos nos tornamos um só.
Assim é a lei que nos conduz em nossa existência eterna.
Não fosse assim, o sábio dos sábios, não teria dito.
“toda lei e os profetas estão contidos no mandamento de amar”
O amor é eterno... logo nós tambem enquanto espiritos



Antonio Carlos Tardivelli

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A dificil estrada do perdão...




Ah meu coração demoras tanto a compreender
Que os anjos dos céus estão a contar a todo o momento.
Quem demora como tu, levas espinho a incomodar
Muitas vezes durante uma vida ou mais.
Não que esteja coração, endurecido
Ele ate se sente maleável entre a postura de tolerância
E o silencio respeitoso embora não omisso.
Mas as forças intimas inda conflitam
Será que meu sentimento encontrará harmonia
Ou virará a noitinha em insônia com a chaga da preocupação.
O espinho do não perdão...
Reconhecerei em mim seu fim por fim a paz?
Ou ainda me sentirei juiz de causa própria
Porque não dizer de orgulho próprio.
Já não basta perceber o sentimento
É preciso encontrar a porta interna que o transforme
Porque ninguém pode perdoar ou amar por mim.
Seja difícil e pedroso o caminho, que eu me transporte
Para alem da vida e nesta a seguir por esta estrada às vezes difícil
Do perdão sem condições auto impostas, ou que tentem sujeitar O outro
aos desmandos do meu orgulho. Que é a fera que anseio dominar.
Se não para que desapareça por inteiro, que seja felino menos auto agressivo.
Menos orgulho e mais humildade.E por fim se não por inicio que hoje seja
O primeiro momento do primeiro presente
Este que tento me dar agora, para que se multiplique
Na forma de amar mais que perfeita onde o que sonho ser
começa a surgir como o abrir das cortinas de um espetáculo único, épico.
E meu ser em encontro indesviável e intransferível com as sombras mais profundas
Consiga acender a luz do amor mais que esperado.
Este que os anjos do céu não se cansam de repetir ao meu ouvido.
Viver, sentir, ser
Na estrada do perdão, caminhar só é difícil quando o coração esta endurecido.
Se ocupar tempo a redimensionar seu sentimento
A felicidade, em viver, em sentir, em ser se apresenta.
E o perdão é o espinho da magoa que se arrebenta na alma
E ai ela fala, enquanto sorri satisfeita
Embora tenha sido difícil a estrada do perdão
Aprendi esta lição...





Antonio Carlos Tardivelli

domingo, 1 de agosto de 2010

O pai me mandou a ti.




Para te contar todos os segredos ocultos desde a criação
Não aqueles cuja curiosidade com base em sentimentos: quer porque quer saber.
Mas aqueles ocultos pelas traves no olho auto postas.
Aquele que quiser ver que veja...
Um dia me manda um inimigo dissimulado, Que me ensina a perdoar
Noutro dia um amigo desalentado. E me sinto a consolar.
Que pai é esse meu espírito indaga. Que me põe diante do meu inimigo desarmado?
A resposta é imediata dentro de mim mesmo, lição de amar atenta, aprenda!
O pai me mandou a ti, para repetir as lições que me deu...
Então, todo poeta é arauto pela forma escrita.
Posso ser consolo na tua busca, o braço do consolador prometido pelo Cristo.
Posto que a verdade liberta, e o segredo dela é simples. Esta dentro da criatura, não fora dela.
Não fosse assim, porque toda lei e os profetas estariam contidos em um só mandamento?
Pode-se lhe encontrar fragmentos nas religiões que estudam a vida alem da vida
Nas dogmáticas, nas evangélicas, na primeira crença do homem
Quando do seu estagio mais primitivo olhava o céu extasiado
E caiu um raio ascendendo a chama no tronco seco.
E curiosa a creatura se aproximou da chama e se sentiu aquecida.
E Creditou a um ser invisível aquele fato. Verdade simples como tudo na vida.
Se quisermos ver veremos, se não prosseguimos como cegos por opção.
Olha a flor, diz o espírito dentro de mim
Olha a água, o verde, as luzes no céu no dia quanto na noite
Deixa-te dirigir por tua busca do divino... Vais ao encontro de si mesmo!
Sempre teu olhar vai retornar para teu campo intimo.
Observe ai tantos conflitos, questionamentos, perguntas infindáveis
E quem tudo fez atento a suas indagações justas, bem a tempo as responde.
Vezes também por mim, ponto ínfimo dentro do universo
Entanto, ate as pedras gritam silenciosas. Sobre Deus que tudo fez. Porque eu silenciaria?
E o maior segredo de todos os que movimentam a busca do espírito
É urgente que o encontre dentro de si mesmo.
Quem passar por essa porta ouvirá da fonte de tudo o que existe
Ouçam-no:- Este é meu filho bem amado
E você então falará como os anjos que consolam
Que esclarecem que auxiliam que se importam com toda creação.
Tua luz então estará posta sobre o candeeiro.
E todos os que a virem, louvarão a mão que tudo fez...

Antonio Carlos Tardivelli

Verdade minha

Dentro da razão solicito, atendo a questionamentos
Íntimos que me movimentam na diretiva do amor.Entanto não amo todo tempo
Dada a dimensão grande de tudo o que tenho ainda a aprender,
Sobre amar.Por verdade minha, amo tanto quanto entenda A amigos e inimigos
E raridade é uma das partes demonstrarem entendimento
Entanto por verdade minha, já que amo tanto quanto entendo
Jamais espero que entendam o amor qual sinto.Ate porque quem entende pode não sentir
Amar não necessariamente segue os ditames da razão lógica sistemática.
Porque tem horas que os que me agridem são mais amados que os que me amem
Haja vista que meu amor por vezes é paciente e o melhor aguarda sempre.
Por verdade minha é assim que eu amo.
Não me submeto quando a razão de amar me impele a discordar do outro
Aceito todos os que não pensam como eu, em respeitoso silencio, ou então grito, pois não sou morno, ou sou quente ou sou frio.
Se me sinto agredido reajo sem violência verbal ou física, às vezes só no campo intimo, encontro o averno, noutras solto as feras ocultas, tendo-as sob rígido controle, afinal, amar nunca foi ser saco de pancada em silencio
Porque sinto por verdade minha que quem agride é o maior necessitado
E se em nome de falso amar silenciasse não estaria amando,
Porque amar por verdade minha é sentimento ativo não omisso
É aquele que sente e manifesta seu sentimento. Que os dirige e não é dirigido por eles
Afinal, já que posso modificá-los segundo sua origem em minhas virtudes ou defeitos
Sempre estarei no leme de mim mesmo.

E não estar no leme de si mesmo, sempre, é estagio de amar-se menos.
Antonio Carlos Tardivelli